Brasil · câmbio, IOF e importação

Quanto o dólar realmente custa quando você paga a conta.

A cotação que aparece no telejornal é a comercial, e ninguém compra por ela. Entre a cotação e a sua fatura entram o spread da instituição, o IOF da operação e, quando a compra vem de fora, o imposto de importação e o ICMS do seu estado. Esta conta mostra a cotação efetiva, que é a única que importa.

IOF do câmbio: Decreto 6.306/2007 e alterações — alíquota editável Importação: Lei 14.902/2024 (Remessa Conforme) + ICMS estadual 4 calculadoras dentro

O seu caso

Como você vai pagar?

A mesma compra sai por valores diferentes conforme o meio de pagamento, e a diferença raramente é pequena. O que muda é a alíquota do IOF e o tamanho do spread cobrado sobre a cotação.

Meu caso é outro

Ajuste a estimativa

Sua operação

Preencha a cotação comercial do dia e o spread praticado pela instituição. A alíquota de IOF é editável de propósito: ela muda por decreto e você deve conferir a vigente.

Muda a alíquota de referência e a ordem em que os encargos entram na conta.

Na remessa, informe aqui quanto você quer que chegue lá fora.

R$

A cotação de fechamento publicada pelo Banco Central no PTAX. Serve para dólar, euro ou qualquer moeda.

%

Quanto o banco ou a casa de câmbio cobra acima da cotação comercial. Bancos grandes: de 3% a 5%; casas de aeroporto: acima de 8%.

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Editável porque é alterada por decreto. Referência atual: 3,5% no cartão internacional. Confirme no site da Receita Federal.

Entra no valor aduaneiro e conta para o limite de US$ 50 do Remessa Conforme.

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A maioria dos estados usa 17%, mas há UFs com 18%, 19% ou 20%. Confira na Sefaz do seu estado.

R$

Wire fee da remessa, taxa de emissão do pré-pago ou tarifa administrativa cobrada à parte.

Estimativa informativa com base nos dados informados. As alíquotas de IOF do câmbio são alteradas por decreto e o ICMS da importação é definido por cada estado; confira a alíquota vigente no site da Receita Federal e na Sefaz do seu estado antes de fechar a operação.

Como se forma o total

A conta encargo por encargo

Na ordem em que o dinheiro sai: cotação comercial, spread, IOF, impostos de importação quando houver e, por fim, a cotação efetiva que você pagou.

Mostra quanto do total é o valor da compra pela cotação comercial e quanto é spread, IOF e impostos. É a diferença entre esses dois blocos que define a sua cotação efetiva.

    Resposta rápida

    O que se aplica a você

    O banco converte pela cotação do dia do fechamento da fatura, com spread próprio, e sobre esse valor incide o IOF de câmbio. A conversão usa a cotação do dia do fechamento da fatura, não a do dia da compra

    Prazo:

    Perguntas frequentes

    Por que o dólar da minha fatura é maior que o do noticiário?

    Porque o noticiário informa a cotação comercial, que é o preço entre bancos, e nenhum consumidor compra por ela. Entre a cotação comercial e a sua fatura entram o spread do emissor do cartão e o IOF de câmbio. Somados, costumam elevar o custo em 6% a 9% sobre a cotação comercial. A diferença entre o que você pagou e a cotação comercial dividida por ela é o que esta calculadora chama de custo extra, e é o número honesto para comparar meios de pagamento.

    Que cotação o banco usa na compra com cartão de crédito?

    A do dia do fechamento da fatura, não a do dia da compra. Isso significa que uma compra feita no início do ciclo fica exposta à variação do câmbio por semanas. Se o dólar subir nesse intervalo, você paga mais pela mesma compra; se cair, paga menos. Alguns emissores oferecem travar a cotação no ato ou pagar a fatura em dólar antes do fechamento — as duas alternativas têm custo e só compensam quando o valor é alto ou o câmbio está muito volátil.

    O IOF incide antes ou depois do spread?

    Depois. O banco primeiro converte pela cotação com o seu spread embutido e só então aplica o IOF sobre o valor em reais resultante. Isso faz o imposto incidir sobre um valor já inflado pelo spread, e é a razão pela qual os encargos somados são maiores que a soma simples dos percentuais. Um spread de 4% com IOF de 3,5% não dá 7,5% de custo extra: dá 7,64%.

    É melhor pagar em reais ou na moeda local no exterior?

    Quase sempre na moeda local. Quando a maquininha oferece cobrar em reais — a chamada conversão dinâmica de moeda — quem define a taxa é o estabelecimento ou o adquirente local, e o spread costuma ser bem pior que o do seu banco. Além disso, a operação continua sendo internacional para efeito de IOF. Aceitar a cobrança em reais soa mais previsível e, na prática, é a opção mais cara na maioria dos casos.

    Como funciona o Programa Remessa Conforme?

    É um regime em que sites estrangeiros se habilitam junto à Receita Federal, recolhem os tributos antecipadamente e transmitem os dados da encomenda antes do embarque. Em compras de até US$ 50 nessas lojas, o imposto de importação é de 20%; acima disso, sobe para 60% com abatimento de US$ 20. Fora do programa, a alíquota é de 60% desde o primeiro dólar, sem abatimento, e a encomenda ainda enfrenta fila de tributação na chegada. Por isso vale conferir se a loja é habilitada antes de comprar.

    O que significa o ICMS ser calculado "por dentro"?

    Significa que o próprio imposto integra a sua base de cálculo. Em vez de multiplicar a base por 17%, divide-se a base por 0,83. Uma base de R$ 1.000 gera R$ 204,82 de ICMS, e não R$ 170 — a alíquota nominal de 17% custa 20,48% na prática. Como o ICMS entra depois do imposto de importação, ele incide também sobre o II, o que faz o total pago superar bastante a soma ingênua dos percentuais.

    O frete conta para o limite de US$ 50?

    Conta. O valor aduaneiro é a soma do produto, do frete e do seguro. Um item de US$ 45 com US$ 10 de frete totaliza US$ 55 e cai integralmente na faixa de 60%, com o abatimento de US$ 20. Por isso, produto barato com frete caro costuma ser mau negócio: o frete não apenas custa, como muda a faixa de tributação de toda a compra.

    Quanto de dinheiro vivo posso levar para fora do país?

    Não existe limite para levar, existe limite para levar sem declarar. Acima do valor de corte definido pela Receita Federal, em espécie ou cheques, é obrigatório apresentar a declaração eletrônica de porte de valores antes do embarque. A omissão pode levar à retenção do valor e à aplicação de multa. O limite é atualizado periodicamente e deve ser conferido no site da Receita antes da viagem.

    Cartão pré-pago compensa em relação ao cartão de crédito?

    Depende de duas coisas: da alíquota de IOF vigente para cada modalidade e do spread cobrado na recarga. A vantagem real do pré-pago é travar a cotação no momento da carga, o que elimina a incerteza da conversão futura, e permitir controlar o orçamento da viagem. As desvantagens são as taxas: recarga, saque em caixa eletrônico no exterior e, em muitos casos, a devolução do saldo não utilizado com spread no sentido inverso.

    Que taxas escondidas aparecem nesse tipo de operação?

    As mais comuns são a wire fee da transferência internacional, uma taxa fixa por operação que pesa muito em valores pequenos; a taxa da corretora, cobrada além do spread; a taxa de saque em caixa eletrônico no exterior, que costuma ser fixa e cobrada em dobro, pelo seu banco e pelo banco local; e a taxa de conversão de volta do saldo do pré-pago. Sempre compare pela cotação efetiva, que é o total em reais dividido pela moeda estrangeira recebida — ela absorve todas as taxas de uma vez.

    Compras internacionais podem ser parceladas sem custo?

    O parcelamento existe, mas não é sem custo: cada parcela é convertida pela cotação do fechamento da fatura em que ela aparece. Você assume risco cambial em todas as parcelas e não sabe, no ato da compra, quanto vai pagar no total. Em cenário de real se desvalorizando, uma compra parcelada em doze vezes pode terminar bem acima do valor original em reais.

    Existe reembolso do IOF se eu cancelar a compra?

    Quando a operação de câmbio é integralmente cancelada e estornada, o IOF correspondente também deve ser estornado, porque não houve fato gerador. Na prática, o estorno costuma aparecer na fatura seguinte e pela cotação da data do estorno, o que pode gerar diferença a mais ou a menos em relação ao valor cobrado originalmente. Vale conferir a fatura seguinte e reclamar formalmente quando o estorno não vier.