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Quanto o carro custa por mês, de verdade.

A parcela não é o custo do carro. O custo é a parcela mais o combustível, mais o IPVA rateado por doze, mais o seguro, a manutenção e a depreciação — que ninguém vê sair da conta mas some do seu patrimônio todo mês. Esta conta junta as quatro decisões: abastecer, viajar, pagar o IPVA e escolher entre CDC, consórcio, leasing ou dinheiro à vista.

IPVA: Lei 13.296/2008 (SP) · alíquotas 2026 de PR e SC IOF do crédito: Decreto 6.306/2007, art. 7º 10 calculadoras dentro

O seu caso

O que você quer resolver agora?

O carro tem quatro contas diferentes e quase ninguém faz as quatro. Escolha por onde começar — os campos são os mesmos, muda o que entra na conta.

Meu caso é outro

Ajuste a estimativa

Os números do seu carro

Preencha o que você sabe. Cada caso usa só os campos que precisa — os outros ficam de fora da conta.

km
km/l

O do seu uso real, não o do fabricante.

km/l

Se você mediu o km/l no etanol, informe: a conta passa a usar o número real em vez da média de 70%.

R$

O do posto onde você abastece. A ANP publica a pesquisa semanal por município.

R$
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Base de cálculo do IPVA e da depreciação. Consulte em fipe.org.br.

%

Obrigatório para estados fora de SP, PR e SC. A alíquota está na lei estadual do IPVA da sua UF.

%

Não é fixo nem existe todo ano: confira o calendário da SEFAZ antes de contar com ele.

R$
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%

Quanto o carro perde de valor por ano. Estimativa sua: o primeiro ano de um zero-km costuma ser bem pior que 10%.

R$

Financiamento, consórcio ou leasing em andamento. Zero se o carro está quitado.

km
R$
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meses
% a.m.

A taxa do seu banco, não a da propaganda. O BCB publica as médias por instituição.

% total
% total
% do bem

Parte do valor que fica para o fim do contrato. Quanto maior o VRG, menor a parcela e maior o pagamento final.

% a.m.

Usado só para medir o custo de oportunidade de pagar à vista.

Estimativa informativa. Preços de combustível, valor FIPE, alíquotas estaduais e taxas de crédito mudam com frequência — confirme na ANP, na SEFAZ do seu estado e no contrato antes de assinar qualquer coisa.

Como se forma o total

Conta aberta

Cada linha mostra de onde saiu o número, com a alíquota, a fórmula ou o artigo que a sustenta.

No custo mensal e na viagem, cada fatia é um item do gasto e a maior é onde o dinheiro some. Nas comparações (álcool contra gasolina, CDC contra consórcio, leasing e à vista) cada fatia é uma alternativa — aqui a maior é a mais cara.

    Resposta rápida

    O que se aplica a você

    O custo real do carro é a soma de seis itens, e a parcela costuma ser só o terceiro maior. Combustível pelo consumo real (km/l) e pelo preço que você paga no posto

    Prazo:

    Perguntas frequentes

    A regra dos 70% ainda vale?

    Vale como primeira aproximação. O etanol tem menor poder calorífico que a gasolina, então o mesmo motor flex roda cerca de 70% da distância com um litro de álcool. Se o preço do álcool for menor que 70% do da gasolina, o custo por quilômetro fica menor. Mas o número exato depende do motor: carros com motor turbo e calibração otimizada para etanol chegam perto de 75%, e alguns modelos antigos ficam em 65%. Se você mediu o seu consumo real nos dois combustíveis (tanque cheio, zerar o computador, encher de novo), informe os dois valores e a conta ignora a regra e usa os seus números.

    Como eu meço o consumo real do meu carro?

    Encha o tanque até o bico desarmar, anote o hodômetro, rode normalmente até o tanque chegar perto da reserva e encha de novo até o bico desarmar no mesmo posto. Divida os quilômetros rodados pelos litros que couberam. Repita em dois ou três tanques e tire a média. O computador de bordo costuma ser otimista em 5% a 10%, porque estima o consumo em vez de medir o combustível efetivamente queimado.

    Por que o IPVA de São Paulo é o dobro do Paraná?

    Porque o IPVA é imposto estadual e cada estado define a sua alíquota por lei. São Paulo cobra 4% sobre o valor venal de automóveis pela Lei 13.296/2008; o Paraná reduziu a alíquota de automóveis de 3,5% para 1,9% em 2026, a menor do país; Santa Catarina cobra 2%. Como a base de cálculo é a mesma (o valor venal apurado a partir da tabela FIPE), o mesmo carro paga valores muito diferentes só por causa da placa. O que define é o domicílio do proprietário, não onde o carro roda.

    Comprei um carro usado com IPVA atrasado. Quem paga?

    Você. O IPVA é um tributo que acompanha o veículo (obrigação propter rem): a dívida está vinculada ao bem, não à pessoa que a gerou. Ao transferir a propriedade você herda o débito, e sem quitá-lo não consegue licenciar. Antes de fechar qualquer compra de usado, consulte a situação do veículo no Detran e na SEFAZ do estado de emplacamento e desconte do preço qualquer débito aberto — IPVA, licenciamento, multas e DPVAT de anos anteriores.

    Vale mais a pena consórcio ou financiamento?

    Depende de quando você precisa do carro. No total pago, o consórcio quase sempre sai mais barato: não há juros, só a taxa de administração (algo entre 15% e 25% do valor do bem, diluída no prazo) e o fundo de reserva. O financiamento cobra juros compostos, que em 48 ou 60 meses somam muito mais que isso. A contrapartida é que no consórcio você só recebe o carro quando for contemplado por sorteio ou lance — pode ser no primeiro mês ou no último. Se você precisa do carro agora e não tem como esperar, está pagando os juros do CDC pela pressa; se pode esperar, o consórcio funciona como uma poupança forçada com custo menor.

    O que é CET e por que ele é maior que a taxa de juros?

    CET é o Custo Efetivo Total: a taxa que iguala o dinheiro que você realmente recebeu ao fluxo de todas as parcelas. Ela é maior que a taxa nominal de juros porque incorpora tudo o que o contrato cobra além dos juros — IOF, tarifa de cadastro, registro do contrato, seguro prestamista quando embutido. O Banco Central obriga a informar o CET antes da contratação (Resolução 3.517/2007), e é ele, não a taxa mensal da vitrine, que permite comparar propostas de bancos diferentes.

    Quanto de IOF eu pago num financiamento de veículo?

    Para pessoa física, o Decreto 6.306/2007 prevê 0,0082% ao dia sobre o valor financiado, limitado a 365 dias, mais um adicional fixo de 0,38%. Na prática, qualquer contrato de um ano ou mais paga o teto: cerca de 3,37% do valor financiado. Contratos curtos pagam proporcionalmente menos — em seis meses o IOF fica perto de 1,86%. O IOF costuma ser financiado junto, o que significa que você paga juros sobre ele também.

    Leasing vale a pena para pessoa física?

    Raramente. O leasing (arrendamento mercantil) foi desenhado para empresa: a parcela pode ser lançada como despesa operacional e reduz a base do IRPJ e da CSLL no lucro real. Para pessoa física esse benefício não existe, e você acumula um contrato em que o carro pertence ao arrendador até a quitação do valor residual garantido. Some-se a isso que a antecipação do VRG diluída nas parcelas descaracteriza o contrato como leasing puro, tema que já rendeu muita discussão judicial. Para uso pessoal, CDC ou consórcio costumam resolver melhor.

    Faz sentido pagar o carro à vista se eu tenho o dinheiro aplicado?

    Faz, quase sempre. A comparação correta é entre a taxa do financiamento e o rendimento líquido da sua aplicação, já descontado o imposto de renda. Se o CDC cobra 1,6% ao mês e a sua aplicação rende 0,9% ao mês antes do IR, pagar à vista economiza a diferença todo mês. O financiamento só ganha quando a taxa efetiva é menor que o rendimento líquido — o que acontece em promoções de taxa zero de montadora, e nesses casos vale conferir se o desconto oferecido no pagamento à vista não é maior que os juros que você economizaria.

    Por que a depreciação entra num custo que eu não pago?

    Porque ela é o maior custo de um carro nos primeiros anos e é invisível. Um veículo de R$ 60.000 que perde 10% ao ano custa R$ 500 por mês de patrimônio, mais que o IPVA e às vezes mais que o combustível. Você só sente quando vai vender. Ignorar a depreciação é o que faz muita gente concluir que "o carro só me custa a gasolina" e comparar errado com aplicativo, aluguel por assinatura ou transporte público.

    Como comparo o meu carro com aplicativo ou carro por assinatura?

    Pelo custo por quilômetro total, não pelo custo do combustível. Pegue o custo mensal completo desta conta e divida pelos quilômetros que você roda por mês. Se der R$ 2,50 por km e a corrida de aplicativo sai a R$ 3,00 por km, o carro ganha — desde que você continue rodando essa quilometragem. Quem roda pouco quase sempre perde com carro próprio, porque IPVA, seguro e depreciação são custos fixos que não caem quando o carro fica parado na garagem.

    Meu carro está no estado A e eu moro no estado B. Onde pago o IPVA?

    No estado do domicílio do proprietário, que é onde o veículo deve estar registrado. Emplacar em outro estado só para pagar alíquota menor caracteriza domicílio fiscal simulado e as SEFAZ autuam, cobrando a diferença com multa e juros — a Lei 13.296/2008 de São Paulo, por exemplo, prevê expressamente a cobrança quando o veículo circula habitualmente no estado. Se você mudou de estado de verdade, transfira o registro; o IPVA passa a ser do novo estado a partir do exercício seguinte.