Portugal · continente · recibo de vencimento
Quanto é que recebe mesmo ao fim do mês.
O bruto do contrato não é o que entra na conta. Esta calculadora desconta a Segurança Social e a retenção de IRS, soma o subsídio de refeição e as ajudas de custo que são isentos, e mostra-lhe o valor da sua hora e quanto sobra dos subsídios de férias e de Natal.
Segurança Social 11 % · entidade patronal 23,75 % RMMG 920 € × 14 meses · IAS 537,13 € 6 calculadoras lá dentro
O seu caso
Qual é a sua situação?
As taxas são as mesmas para todos, mas o que fica de fora do imposto muda muito conforme o caso. Começamos pelo mais frequente.
Meu caso é outro
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Os seus números do mês
Valores em euros e do continente. Pode deixar o exemplo carregado e voltar depois com os seus.
O valor do contrato, antes de qualquer desconto. Sem subsídio de refeição.
Isento até 10,46 €/dia em cartão e 6,15 €/dia em dinheiro. Ponha 0 se não recebe.
O limite isento em cartão é quase o dobro do limite em dinheiro.
Dias em que efetivamente recebe subsídio de refeição.
Serve para calcular o valor da sua hora e compará-lo com o mínimo legal.
1.º ano isenta 100 %, 2.º a 4.º isentam 75 %, 5.º a 7.º isentam 50 %, 8.º a 10.º isentam 25 %. Só conta no caso do IRS Jovem.
Dias com direito a ajuda de custo. Só conta no caso das ajudas de custo.
62,75 €/dia em Portugal e 148,91 €/dia no estrangeiro.
Pagos a 0,4 €/km sem impostos, dentro do limite legal.
Cálculo orientativo conforme as regras indicadas. Convenções, limites e situações individuais podem alterar o resultado; confirme com RH, órgão trabalhista ou profissional habilitado.
Como se forma o total
O seu recibo, linha a linha
A mesma ordem do recibo de vencimento: bruto, o que é isento, a base de incidência, os descontos e o que sobra — mais o valor da sua hora e os subsídios de férias e de Natal.
Compara o que fica em mão (líquido, subsídio de refeição isento e ajudas de custo) com o que sai para a Segurança Social e para a retenção de IRS.
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Prazo:
Perguntas frequentes
Quanto se desconta ao salário bruto em Portugal?
Ao trabalhador por conta de outrem descontam-se 11 % de Segurança Social sobre a remuneração ilíquida e a retenção na fonte de IRS, que é progressiva. A entidade patronal paga ainda 23,75 % por cima, mas essa parte é custo da empresa e não aparece como desconto no seu recibo — o total que entra na Segurança Social por si é de 34,75 %.
Quanto recebo líquido com o salário mínimo?
A RMMG de 920 € não tem retenção de IRS: o rendimento anual (14 × 920 € = 12.880 €) fica exatamente no mínimo de existência de 12.880 €. Sobra o desconto de 11 % de Segurança Social, ou seja 101,2 €, e o líquido fica em 818,8 € por mês, mais o subsídio de refeição que for pago.
Como se calcula o valor da minha hora?
Pelo art. 271.º do Código do Trabalho: retribuição mensal × 12 ÷ (52 × número de horas de trabalho por semana). Com a RMMG e uma semana de 40 horas dá 5,31 €/hora. Repare que a fórmula usa 12 e não 14: os subsídios de férias e de Natal não entram no valor/hora, entram no rendimento anual.
Porque é que o salário é pago 14 vezes?
Porque além dos 12 ordenados a lei obriga ao subsídio de férias (art. 264.º do Código do Trabalho) e ao subsídio de Natal (art. 263.º), cada um igual a um mês de retribuição base mais diuturnidades. Quem entra ou sai a meio do ano recebe-os em proporção dos meses de serviço. Ambos descontam Segurança Social e IRS, por isso o líquido de cada um é menor do que o valor bruto.
O subsídio de refeição desconta impostos?
Só a parte que passa o limite. Em cartão ou vale de refeição está isento até 10,46 € por dia; pago em dinheiro, só até 6,15 € por dia. O excedente soma ao rendimento tributável e entra na base de incidência da Segurança Social. É por isso que quase todas as empresas pagam em cartão: pelo mesmo custo, o trabalhador leva mais para casa.
Porque é que a retenção que me fazem não bate certo com o imposto final?
Porque são duas coisas diferentes. A retenção mensal segue as tabelas de retenção na fonte publicadas pela Autoridade Tributária, que são desenhadas com folga e costumam reter um pouco a mais. O imposto verdadeiro só se apura na declaração anual, com as suas deduções à coleta, e a diferença volta como reembolso. Esta calculadora estima a retenção que faria o acerto ficar perto de zero, por isso pode dar alguns euros abaixo do que a empresa lhe retém.
O que é a dedução específica e porque é que baixa o meu IRS?
É um valor que se abate ao rendimento bruto antes de aplicar os escalões, precisamente para reconhecer que nem todo o salário é rendimento disponível. Vale 8.54 × IAS = 4.587,09 € por ano, ou o total das contribuições obrigatórias para a Segurança Social se estas forem mais altas — aplica-se sempre a maior das duas. Só o que sobra é que passa pelos escalões.
Quais são os escalões de IRS e como é que se aplicam?
São nove escalões com taxas marginais que vão de 12,5 % até 48 %, e aplicam-se ao rendimento coletável, não ao salário bruto. São marginais: entrar no escalão seguinte só faz subir o imposto da parte que entra nesse escalão, nunca do rendimento todo. Ganhar mais um euro nunca o deixa com menos dinheiro em mão.
As ajudas de custo contam para o subsídio de férias?
Não. Ajudas de custo e o pagamento de quilómetros em viatura própria não são retribuição: destinam-se a compensar despesas. Dentro dos limites (62,75 €/dia em Portugal, 148,91 €/dia no estrangeiro e 0,4 €/km) são isentas de IRS e de Segurança Social, mas em contrapartida não entram no cálculo dos subsídios de férias e de Natal nem da compensação por cessação do contrato.
Vale a pena o IRS Jovem?
Para quem tem direito, sim: no 1.º ano de rendimentos a isenção é total, com o tope anual de 29.542,15 € (55 × IAS), e depois vai descendo por patamares ao longo de um máximo de 10 anos, até aos 35 anos. A Segurança Social continua a descontar na mesma. O ponto a não esquecer é que os anos contam por obtenção de rendimentos: se estiver um ano sem trabalhar, esse ano não gasta um patamar.
Ganhar mais pode fazer-me receber menos?
Não, por causa do imposto. As taxas são marginais, por isso um aumento nunca reduz o líquido. O que pode acontecer é perder apoios sociais com condição de recursos — abono de família, RSI ou bolsas — que têm escalões com corte seco. Aí sim, um aumento pequeno pode custar mais do que rende, mas o culpado é o escalão do apoio, não o IRS.
Quanto custo eu à empresa?
O custo é o seu bruto mais 23,75 % de contribuição patronal, mais o subsídio de refeição, mais a parte proporcional dos subsídios de férias e de Natal e do seguro de acidentes de trabalho. Na prática, um salário de 1.400 € custa à empresa mais de 1.732,5 € por mês, sem contar refeição nem subsídios.