Finanças

Calculadora do Custo Total de um Trabalhador para a Entidade Empregadora 2026

Calculadora Grátis · Privado
Dados atualizados: · Fonte: Código dos Regimes Contributivos / Segurança Social
Revisado por: (política editorial ) · Última revisão:
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Quanto custa realmente um trabalhador à empresa? O salário bruto é só uma parte: em Portugal, a entidade empregadora paga ainda a sua parte da Segurança Social e suporta os 14 meses de remuneração anual. Esta calculadora mostra o custo total de contratar. Sobre toda a remuneração, a empresa paga uma Taxa Social Única (TSU) patronal de 23,75% à Segurança Social — uma contribuição que não sai do recibo do trabalhador, é um custo adicional do empregador. Além disso, em Portugal o salário é pago 14 vezes por ano: os 12 meses normais mais o subsídio de férias e o subsídio de Natal. Indique o salário bruto mensal e veja o custo anual total para a empresa: os 14 meses de salário, a TSU patronal e, se quiser, o subsídio de refeição. O resultado mostra também o custo mensal médio e quanto representa, em percentagem, acima do salário anual. Lembre-se de que ainda ficam de fora encargos como o seguro de acidentes de trabalho (obrigatório) e a medicina no trabalho.

Custo anual de um trabalhador para a empresa — Portugal 2026
Salário bruto mensalSalário anual (14 meses)TSU patronal (23,75%)Custo total anual
920 € (RMMG)12.880 €3.059 €15.939 €
1.200 €16.800 €3.990 €20.790 €
1.500 €21.000 €4.987,50 €25.987,50 €
2.000 €28.000 €6.650 €34.650 €
3.000 €42.000 €9.975 €51.975 €

Fonte: Código dos Regimes Contributivos (TSU patronal 23,75%). Custo = salário × 14 + 23,75% sobre toda a remuneração. NÃO inclui subsídio de refeição, seguro de acidentes de trabalho (obrigatório, ~1%) nem outros encargos. RMMG 2026 = 920 €.

Última revisão: 22 de junho de 2026 Verificado por Fonte: Código dos Regimes Contributivos — TSU (entidade empregadora 23,75%), Segurança Social — Taxas contributivas, Código do Trabalho — subsídios de férias e de Natal 100% privado

Em Portugal, o custo de um trabalhador para a empresa é muito superior ao salário bruto. Sobre toda a remuneração, a entidade empregadora paga uma Taxa Social Única (TSU) patronal de 23,75% à Segurança Social, e o salário é pago 14 vezes por ano (12 meses + subsídio de férias + subsídio de Natal). Por exemplo, um salário bruto de 1.500 €/mês custa à empresa 25.987,50 € por ano: 21.000 € de salário (14 meses) mais 4.987,50 € de TSU patronal — cerca de 24% acima do salário anual. A este valor podem ainda somar-se o subsídio de refeição e o seguro de acidentes de trabalho.

Quando usar esta calculadora

  • Uma empresa que vai contratar a 1.500 €/mês calcula que o custo anual real é de 25.987,50 € (salário + TSU patronal).
  • Um empregador a pagar o salário mínimo (920 €) e subsídio de refeição estima o custo total anual com a refeição incluída.
  • Uma startup orçamenta a contratação de um quadro a 3.000 €/mês e confirma o custo de ~51.975 €/ano.
  • Um gestor compara o salário líquido que o trabalhador recebe com o custo total que a empresa suporta.
  • Uma pessoa que vai abrir empresa quer perceber a diferença entre o salário acordado e o custo efetivo de cada colaborador.
  • Um empregador calcula a TSU patronal de 23,75% para preparar o pagamento mensal à Segurança Social.
  • Uma empresa avalia o impacto no custo de incluir ou não o subsídio de refeição.
  • Um responsável de recursos humanos estima a massa salarial anual a partir dos salários brutos da equipa.

Exemplo: salário bruto de 1.500 €/mês

  1. Salário anual = 1.500 € × 14 meses = 21.000 €.
  2. TSU patronal mensal = 23,75% × 1.500 € = 356,25 €.
  3. TSU patronal anual = 356,25 € × 14 = 4.987,50 €.
  4. Custo total anual = 21.000 € + 4.987,50 € = 25.987,50 €.
  5. Equivale a 2.165,63 €/mês e é 23,8% acima do salário anual.
Resultado: Custo total: 25.987,50 €/ano (1.500 €/mês de salário)

Como funciona

2 min de leitura

Quanto custa um trabalhador à empresa em Portugal

O custo de um trabalhador para a entidade empregadora é bastante superior ao salário bruto que consta do contrato. Há dois fatores que o aumentam: a contribuição patronal à Segurança Social e o facto de o salário ser pago 14 vezes por ano.

Custo anual = (salário bruto × 14 meses) + TSU patronal (23,75% sobre toda a remuneração)

A TSU patronal: 23,75%

A Taxa Social Única (TSU) tem duas partes: 11% descontados ao trabalhador (saem do recibo) e 23,75% a cargo da empresa (um custo adicional). Esta contribuição patronal incide sobre toda a remuneração, incluindo os subsídios de férias e de Natal. É a parcela mais pesada do sobrecusto.

Os 14 meses

Em Portugal, o salário anual corresponde a 14 meses: os 12 ordenados mais o subsídio de férias (1 mês) e o subsídio de Natal (1 mês). Por isso, multiplicar o salário mensal por 12 subestima o custo real — é preciso multiplicar por 14.

O subsídio de refeição

Muitas empresas atribuem subsídio de refeição. Quando pago em cartão/vale de refeição, está isento de IRS e de contribuições até 10,46 €/dia (2026); pago em dinheiro, a isenção é menor (6,15 €/dia). O excedente é tributado e sujeito a TSU. Esta calculadora soma o subsídio ao custo direto (sem encargo de SS por defeito, assumindo que está dentro do limite isento).

Exemplo de estrutura de custo

Para um salário bruto de 1.500 €/mês:

  • Salário anual (14 meses): 21.000 €.

  • TSU patronal (23,75% × 14 meses): 4.987,50 €.

  • Custo total: 25.987,50 €/ano — cerca de 24% acima do salário anual.
  • O trabalhador, do seu lado, recebe menos do que o salário bruto (após os 11% de Segurança Social e a retenção de IRS). Ou seja, entre o que a empresa paga e o que o trabalhador recebe líquido há uma diferença significativa — a chamada "cunha fiscal".

    O que esta calculadora NÃO inclui

  • Seguro de acidentes de trabalho: é obrigatório e representa, tipicamente, cerca de 1% da massa salarial (varia com o risco da atividade).

  • Medicina no trabalho e segurança e saúde no trabalho (SST), obrigatórias.

  • Formação profissional: mínimo de 40 horas/ano por trabalhador, com o custo associado.

  • Fundos de compensação (FCT/FGCT), quando aplicáveis, para financiar futuras compensações por cessação.

  • Benefícios facultativos: seguro de saúde, prémios, viatura, etc.

  • Subsídios sujeitos a TSU acima dos limites de isenção.
  • Na prática, somando o seguro de acidentes e os encargos obrigatórios, o custo real pode ser ligeiramente superior ao calculado.

    Erros comuns

  • Multiplicar o salário por 12. Em Portugal são 14 meses (com subsídios de férias e Natal).

  • Esquecer a TSU patronal de 23,75%. É o maior sobrecusto e não sai do recibo do trabalhador.

  • Confundir custo da empresa com líquido do trabalhador. São conceitos opostos: a empresa paga mais, o trabalhador recebe menos.

  • Ignorar o seguro de acidentes de trabalho, que é obrigatório.

  • Assumir que o subsídio de refeição é sempre isento. Acima dos limites (10,46 € em cartão), o excedente é tributado e sujeito a TSU.
  • Disclaimer

    Cálculo orientativo para 2026. Considera o salário em 14 meses e a TSU patronal de 23,75% (Código Contributivo) sobre toda a remuneração. Não inclui o seguro de acidentes de trabalho (obrigatório), a medicina no trabalho, a formação profissional nem benefícios facultativos, pelo que o custo real pode ser superior. A TSU patronal pode ter taxas reduzidas em situações específicas (ex.: certas isenções/incentivos). Confirme o seu caso com a contabilidade da empresa.

    Perguntas frequentes

    Quanto custa um trabalhador à empresa em Portugal?

    O custo é o salário pago em 14 meses mais a TSU patronal de 23,75% sobre toda a remuneração. Por exemplo, um salário bruto de 1.500 €/mês custa cerca de 25.987,50 €/ano — aproximadamente 24% acima do salário anual. Ainda acrescem o seguro de acidentes de trabalho e outros encargos obrigatórios.

    O que é a TSU patronal?

    É a parte da Taxa Social Única a cargo da entidade empregadora: 23,75% sobre toda a remuneração do trabalhador, paga à Segurança Social. Não sai do recibo do trabalhador — é um custo adicional da empresa, a somar ao salário. O trabalhador paga, à parte, 11%.

    Porque se multiplica o salário por 14 e não por 12?

    Porque em Portugal o salário anual corresponde a 14 meses: os 12 ordenados mais o subsídio de férias e o subsídio de Natal, cada um equivalente a um mês de retribuição. Multiplicar por 12 subestima o custo real da contratação.

    O subsídio de refeição conta para o custo da empresa?

    Sim, é um custo adicional. Quando pago em cartão/vale, está isento de IRS e TSU até 10,46 €/dia (2026); em dinheiro, até 6,15 €/dia. Acima desses limites, o excedente é tributado e sujeito a contribuições. Esta calculadora soma-o ao custo direto se o indicar.

    O seguro de acidentes de trabalho está incluído neste cálculo?

    Não. O seguro de acidentes de trabalho é obrigatório e representa, em regra, cerca de 1% da massa salarial (varia com o risco da atividade). É um custo a somar ao apresentado, tal como a medicina no trabalho e a formação profissional.

    Qual é a diferença entre o custo da empresa e o salário líquido do trabalhador?

    É grande. A empresa paga o salário bruto + 23,75% de TSU + os 14 meses; o trabalhador recebe o salário bruto − 11% de Segurança Social − IRS. Entre o custo total da empresa e o líquido que o trabalhador leva para casa há uma diferença de várias dezenas de pontos percentuais (a "cunha fiscal").

    A TSU patronal é sempre de 23,75%?

    É a taxa geral, aplicável à generalidade dos trabalhadores por conta de outrem. Existem taxas reduzidas em situações específicas (alguns regimes, incentivos à contratação, IPSS, etc.). Para o caso comum de uma empresa privada, é 23,75%. Confirme se a sua situação tem alguma redução.

    Como estimo a massa salarial anual da minha equipa?

    Some o custo anual de cada trabalhador. Para cada um, multiplique o salário bruto por 14, acrescente 23,75% de TSU sobre esse valor e some o subsídio de refeição e o seguro de acidentes. Esta calculadora dá-lhe o custo individual; repita para cada elemento e some.

    Fontes e referências